Nanotecnologia aplicada à recuperação de solos e água

Empresário inicia operação da Go Tratch, inovadora em gestão ambiental.
“Tatiana Lagôa”

Em época de crise hídrica, em que cada gota conta, Minas Gerais recebe mais uma empresa voltada para o monitoramento e remediação ambiental.

Do ex-presidente e fundador da Georadar, Celso Magalhães, a Go Tratch chega no mercado com uma tecnologia própria, recém-patenteada, de remediação de solo e águas subterrâneas por meio de nanotecnologia. Os contratos para efetivação do negócio foram assinados no final da última semana mas a prospecção de clientes até no Oriente Médio já foi iniciada, com o claro intuito de internacionalização imediata do grupo.

A nova tecnologia de salvamento de solo e água subterrânea por meio da nanotecnologia foi criada por uma empresa de São Paulo chamada Trach Mundi, que agora faz parte do mesmo grupo da Go Tratch. “Eles desenvolveram a patente e a testaram por quatro anos no mercado. Agora nós compramos o controle da empresa para podermos utilizar dessa tecnologia que é revolucionária”, afirma o acionista controlador da empresa, Magalhães.

Na prática, a tecnologia consiste na formação de manobras com oxidantes que degradam os contaminantes da água e do solo assim que injetados na área afetada. “A gente é capaz de quebrar moléculas e transformar uma gota em um milhão de gotas por meio da nanotecnologia. A superfície de contato dessas gotas fica milhares de vezes maior e o que reage contra o agente contaminante é a superfície e não o volume”, explica. Em um caso de contaminação por petróleo, por exemplo, é injetada a tecnologia na área e em questões de dias ocorre a quebra das moléculas com o fim da contaminação do solo ou da água. Utilizando a forma convencional, o mesmo processo pode levar anos para ser concluído.

Além da remediação ambiental, a empresa também vai realizar monitoramento e gestão de barragens de rejeitos de um modo geral, incluindo as barragens de minério de ferro. O serviço oferecido permite que as empresas façam esse trabalho de forma remota, ou seja, a distância. ” um serviço barato e prático que traz segurança ambiental. E são várias as aplicações. Nesse momento de crise hídrica pede-se uma preocupação ainda maior, por exemplo, com programas de reuso da água”, afirma.

Os dois serviços principais oferecidos pela empresa são voltados para os mais variados segmentos do setor industrial. Segundo Magalhães, essa diversidade é importante para evitar que a empresa sofra em momentos de oscilações negativas em determinadas áreas.

Tendo em mente o mesmo plano contingencial para momentos difíceis, o grupo já inicia com a busca por uma atuação internacional. Na mira estão o Oriente Médio e a América Latina em um primeiro momento. “O mercado no Brasil está oscilante. Temos problemas que não serão resolvidos da noite para o dia. Queríamos um mercado mais pulverizado e uma empresa apta para atender todo mundo que tenha problema ambiental. Nossa ideia é reduzir a dependência do mercado interno para não ficarmos com os resultados sujeitos às condições econômicas de um só país”, afirma.

A empresa terá sua sede em Belo Horizonte e unidades em São Paulo e Rio de Janeiro. Foram contratados 20 profissionais para o início dos trabalhos e o investimento realizado não foi divulgado. Para este ano, o esperado é um faturamento inicial entre R$ 12 milhões e R$ 15 milhões e, em 2016, de R$ 35 milhões.

Fonte: Diário do Comercio

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